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western

Ar+Puro+e+Água+Fresca+-+Capa+Autor(es) PERO

Editora Polvo

Ano de Publicação 2013

Número de Páginas 128 p.

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Filho de caçador, Joshua vê-se brutalmente órfão após o ataque à casa familiar por um grupo de índios. Terá então de aprender a sobreviver sozinho e a tornar-se adulto no ambiente vasto e rude das Montanhas Rochosas de meados do século XIX.
Neste western iniciático, trágico, com toques de humor, o autor francês coloca o seu traço elegante ao serviço de uma fábula inteiramente muda que conta a natureza selvagem dos grandes espaços e a natureza não menos frustrada dos homens.

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Autor(es) Jean-Michel CHARLIER, argumento; Jean GIRAUD, desenho

Editora Meribérica/Liber

Número de Volumes 24 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 12 anos

Comentário (…) Mike Steve Donovan começou a cavalgar nas páginas da revista “Pilote”. Este era o nome civil (…) de um tal Tenente Blueberry, na altura ainda sem direito a figurar no título da série, genericamente designada “Fort Navajo”, que é, possivelmente, o mais conseguido western da história da bd.
(…) Jean-Michal Charlier, na sequência de uma viagem aos Estados Unidos, descobriu o oeste americano e a sua História. Daí à ideia de criar uma bd neste universo foi um passo. Propôs a Jijé desenhá-la, mas este optou por lhe recomendar um dos seus assistentes, um tal Jean Giraud… que se tornaria num dos mais emblemáticos autores de bd, assinando com o seu nome ou como Moebius.
O que distingue Blueberry de tantas outras histórias de cowboys? Os bem trabalhados argumentos, consistentes e com uma boa dose de veracidade devido à sua base histórica, o ritmo alucinante a que a acção se desenrola, trepidante e plena de volta-faces inesperados e, claro, o traço de um desenhador (muito) acima da média. E o herói, psicologicamente bem definido, mais próximo dos índios que devia combater do que dos brancos que devia ajudar, quezilento e indisciplinado quanto baste, mas incapaz de pactuar com a mentira e a injustiça.
A série, que conta 27 títulos, passou também pelas páginas do “Tintin” e da “Metal Hurlant”. Em 1989, após a morte de Charlier, Giraud assumiu sozinho a sua autoria e, se as histórias não perderam qualidade, perdeu-se o seu ritmo frenético, em prol de argumentos mais minuciosos e mais trabalhados ao nível da tensão dramática.
(…) Blueberry evoluiu paralelamente em outros dois ciclos: “A juventude de Blueberry”, criada em 1968, em histórias curtas para a versão de bolso da revista Pilote, e retomada já nos anos 80, por Charlier e Colin Wilson, sendo os seus actuais responsáveis François Corteggianni (argumento) e Michel Blanc-Dumont (desenho); e “Marshall Blueberry“, nos anos 90, escrito por Giraud e desenhado por William Vance, primeiro, e, Michael Rouge, actualmente. © Pedro Cleto

Autor(es) Alexandro JODOROWSKY, argumento; François BOUCQ, desenho

Editora Arte do Autor

Número de Volumes 1 volume

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário «Jodorowsky e Boucq aventuram-se pela mitologia americana. “Bouncer” é a nova e surpreendente série da dupla. Embora o western seja um género que ligamos de imediato à América e ao cinema de John Ford ou Howard Hawks, a verdade é que, se nos cingirmos à bd, deparamo-nos com um aparente paradoxo: desde a segunda metade do século XX que a mitologia do oeste é muito melhor retratada na Europa do que nos Estados Unidos (…) Bouncer é um novo western – o último western – a cair nas estantes das livrarias não será propriamente uma novidade, mas esta série, que se inicia com o álbum Un Diamant Pour L’Au-Delà, é uma excepção. E é uma excepção essencialmente porque os seus autores, embora façam parte da galeria de notáveis da escola franco-belga, estão a entrar num território que para ambos era, até ao momento, virgem.
Não deixa de ter graça, pois, que um visionário como Jodorowsky, que desde os anos 60 é conhecido pelas séries futuristas, depois assinadas com Moebius (John Difool/O Incal), Juan Gimenez (A Casta dos Metabarões) ou Fred Beltran (Megalex), chegue à provecta idade dos 70 para se deixar cair nos braços do western. Como se isso não bastasse, foi buscar Boucq para trabalhar consigo, com o qual já havia colaborado em Face de Lua, mas que também nunca se havia propriamente aventurado no género, apesar da reconhecida versatilidade do traço.
Qual é o resultado? Tratando-se de uma série que promete continuação, ainda será um pouco cedo para dizer, mas o investimento impressiona, desde logo, pela violência: não estamos diante do romantismo heróico de John Ford mas da violência sanguinária de Sam Peckinpah. O primeiro volume narra, em flashback, a história de uma família disfuncional, liderada por uma mulher que arranjou três filhos na prostituição e se dedica ao roubo de comboios. É assim que obtém um enorme diamante, capaz de despertar a cobiça dos rebentos, e que irá marcar o fim do agregado, iniciando um rasto de sangue que atravessa anos e gerações. Bouncer tem os choques familiares e as amputações tão caras a Jodorowsky (veja-se a saga dos Metabarões), temperados pelo excelente traço de Boucq, que rasga as pranchas com vinhetas scope. Um encontro de talentos, a seguir com a maior atenção.» © 2001 Diário de Notícias

Informações bibliográficas : Asa, 6 volumes (ed. esgotada)

Autor(es) GREG, argumento; HERMANN, desenho

Editora Lombard

Número de Volumes 10 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 10 anos

Comentário Comanche é herdeira do rancho «Triple Six» e esforçasse desesperadamente para mantê-lo. Um dia, vindo do nada, aparece Red Dust que será contratado para contramestre. Por sua vez, este contrata novo pessoal para combater as necessidades que surgem. Serão os choques de personalidades e outras situações que movimentarão os episódios deste soberbo western que acontece no Wyoming no século XIX.
Hermann é um dos artistas belgas mais conhecidos e talentosos da Bélgica. Começa a trabalhar e a colaborar com o famoso argumentista, Greg, primeiro no seu estúdio de arte e depois também na revista “Tintin”, na qual Greg era editor-chefe. Ambos criaram as famosas séries de aventuras “Bernard Prince” (1966) e “Comanche” (1969). Esta colaboração viria a durar vários anos, até ao início da década de 80.
“Comanche” está cotada entre as melhores séries de sempre produzidas, do género “Western”, sendo, por exemplo, ainda mais dramática, violenta, agreste e dura que outras duas séries famosas do mesmo género, “Blueberry” e “Jerry Spring”. O conhecimento que Greg possuía da verdadeira história do Oeste, aliado às frequentes viagens que fez aos Estados Unidos, permitiu-lhe sustentar e apoiar cada episódio de “Comanche” numa base de autenticidade, que o seu sentido do épico e das qualidades humanas torna ainda mais real.

Informação Bibliográfica Bertrand, 6 volumes (ed. esgotada)

Autor(es) Hugo PRATT

Editora Asa

Número de Volumes 2 volumes

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário «Fresco sobre a fundação dos Estados Unidos, a acção desenrola-se numa altura em que os colonos começavam a tentar libertar-se do jugo inglês. Enquanto, em simultâneo, prosseguiam as inevitáveis tensões com as tribos índias, progressivamente dizimadas. Só que quem busca o “cliché” escusa de entrar no universo de Pratt. “Fort Weeling” relata uma “Grande História”, mas fá-lo com recurso sistemático a percursos individuais, de personagens muito diversas. Que trazem sempre aquele toque de ambiguidade que as credibiliza para além do papel. As diferentes tribos índias enfrentam tantas rivalidades internas como os brancos, e combatem com as mesmas armas psicológicas (que não físicas…). As lealdades nunca são absolutas e abstractas (à Coroa, à Independência), antes transportam a contingência de cada história». © João Ramalho Santos

Autor(es) Giancarlo BERARDI, argumentista; Ivo MILAZZO, desenhador

Editora Asa

Número de Volumes 2 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 12 anos

Comentário Ken Parker, um dos mais carismáticos cowboys da bd europeia, criação maior de Berardi e Milazzo. Western ecológico e profundamente humano, na linha de séries que fizeram história como o “Buddy Longway”, de Derib.
Criado em 1974, Ken Parker chegaria às bancas italianas com revista própria em 1977, numa arriscada (mas bem sucedida) aposta do editor Sergio Bonelli num western diferente do “Tex” que lhe deu fama e fortuna. Um Western mais intimista, mais próximo da natureza, protagonizado por pessoas vulgares, que vivem os seus dramas como qualquer mortal. © João Miguel Lameiras

Autor(es) Warren TUFTS

Editora Libri Impressi

Número de Volumes 4 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Ambientado nos primeiros anos da expansão americana, “Lance”, um western clássico com o traço fino e as cores originais recuperados em todo o seu esplendor graças à dedicação e ao trabalho exaustivo de Manuel Caldas, reflecte o eterno confronto bem/ mal, com brancos e índios divididos pelos dois campos, com um fundo moralista e romântico, assente em personagens complexas e verdadeiramente humanas. © 2008 Pedro Cleto