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policial & espionagem

Autor(es) Victor PÉON

Editora Asa

Ano de Publicação 1994

Número de Páginas 63 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 12 anos

Comentário Bd Originalmente publicada no “Mosquito” em 1949, esta edição em álbum é colorida por Catherine Labey.
«Não era frequente a representação de violência nos quadradinhos portugueses antes de ser publicada “A casa da azenha”. (…) Com “A casa (…)” tudo muda: há sangue a esperirar, dentes partidos, esmagamento de corpos e tortura funcional. No entanto, não é uma violência gratuita (…) mas sim um processo metódico para mover comportamentos burocráticos emperrados, testemunhas recalcitrantes, confissões renitentes (…) e pode emparelhar com os romances policaisi negros de autores americanos, nos quais, nitidamente (…) se inspirou: Dashiel Hammett, Raymond Chandler, Paul Cain, Mickey Spillane, James Hadney Chase.
E tal como os detectives Philip Marlowe, Sam Spade, Mike Hammer, também o detective Ted Kirk leva nos ossos do ofício e acaba por chegar ao fim da aventura bastante amolgado.
(…) O desenhador Vitor Péon (1923-1991) sempre se declarou autor do argumento, e acreditamos que assim tivesse sido, embora seja de admitir que o matagal da sua escrita, aqui e além, fosse ajardinado por Raul Correia – que é retratado como inspector Rod Carlton.  © António Dias de Deus (texto introdutório do álbum)

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Autor(es) Carlos TRILLO, argumento; MANDRAFINA, desenho

Editora Mancha Negra / Vitamina BD

Ano de Publicação 2001

Número de Páginas 128 p.

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário (…) premiada em 1998 com o prémio de Melhor Álbum Estrangeiro no Festival de Angoulême. O desenho foi entregue, (…), a Domingo Mandrafina, e apesar de o seu traço ser pouco vistoso, é de uma eficiência a toda a prova. A história desenrola-se em três planos temporais, e cada um deles Mandrafina define com estilo particular, embora sem jamais abandonar o preto e branco (nuns casos sublinha o negro com branco, noutros asperge as vinhetas com tinta).
O argumento de Trillo, por seu lado, é de um notável virtuosismo, com personagens que parecem saídas da pena de García Márquez e um tom de realismo mágico que os latino-americanos dominam como ninguém. Aí se contam os amores de um polícia caído em desgraça e de uma beldade endinheirada, mas a graça não está tanto no que é dito como na forma como é dito: Trillo utiliza dois planos narrativos, um dos quais funciona como o coro nas tragédias gregas, comentando a acção. Um álbum magnífico, a que se seguiu A Iguana (…). © João Miguel Tavares

Informação Bibliográfica Sequela: “Iguana” (Mancha Negra/Vitamina BD; 2002)

Autor(es) Daniel PENNAC, argumento; Jacques TARDI, desenho

Editora Terramar

Ano de Publicação 2000

Número de Páginas 76 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário (…) é uma intriga policial muito bem conseguida, tendo como fundo uma farsa prenhe de crítica social. Quando numa jaula do Jardim Zoológico parisiense surge um estranho vagabundo que “representa” uma nova subespécie humana, o “Homo sapiens desempregado europeu”, o debate mediático instala-se. Trata-se de um “performance”? Um grito de alerta contra os perigos de uma globalização que favorece os grandes conglomerados e desdenha os indivíduos? Porém, a morte suspeita da muda personagem revela bem mais do que isso, quando camadas de ilusão são sucessivamente removidas, ponto a nu jogos cada vez mais cínicos. Com comentários que vão dos “media”, à arte moderna, passando (inevitavelmente) pela publicidade, Pennac cria uma história divertida, mas onde o humor se paga com a constatação permanente de que os retratos que traça da sociedade francesa não estão assim tão longe da realidade. (…) Claro que a história tem um final feliz. Pouco apropriado, diga-se. De tal modo que, para lá chegar, foi preciso dar algumas voltas na lógica do argumento (…) E usar um tigre.
(…) Para o sucesso de “A sacanice” muito contribui o excelente desenho de Tardi. Cuja caricatura no limiar do realismo dá o tom exacto à patética farsa de Pennac. Com o bónus adicional de podermos apreciar este autor fora dos seus ambientes “fétiches”, a Primeira Guerra Mundial e a Paris dos anos 20. (…) © João Ramalho Santos

alias-1-capa-pt_frente_peq_netAutor(es) Brian Michael BENDIS, argumento; Michael GAYDOS, desenho

Editora G. Floy Studios

Número de Volumes 4 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário A banda desenhada que serviu de base à série de televisão de sucesso da Netflix! Jessica Jones: Em tempos, chegou a ser uma super-heroína… mas não era muito boa. Os seus poderes eram corriqueiros, comparados com as habilidades incríveis dos ícones de uniforme que povoam o Universo Marvel. Numa cidade de maravilhas, Jessica Jones nunca encontrou um lugar que fosse só seu. Agora, transformada numa alcoólica auto-destrutiva com um terrível complexo de inferioridade, Jones é dona e única empregada das Investigações Alias – uma pequena empresa de investigações privadas especializada em casos de super-heróis. E quando ela descobre o segredo potencialmente explosivo da identidade verdadeira de um desses heróis, a vida de Jessica passa a estar em risco permanente. Mas o seu humor, charme e inteligência são a combinação perfeita, que talvez lhe permita sobreviver até ao fim desta aventura.
Brian Michael Bendis é um dos mais conhecidos argumentistas dos comics americanos (…) começou a escrever para a Marvel, onde acabou por se tornar num dos principais arquitectos do Universo Marvel, e onde assinou algumas das suas maiores sagas (…)
Alias foi um dos seus primeiros trabalhos para a Marvel, e é geralmente aclamado como uma das séries em que Bendis manteve um cunho pessoal muito marcado e muita da sensibilidade da sua fase indy. Foi também a série que ajudou a estabelecer o selo Marvel MAX, para histórias com conteúdo mais gráfico e adulto (ficou célebre porque o primeiro balão da história contém um sonoro Fuck! que seria impensável noutras séries da Marvel). Em Alias, Bendis foi secundado por Michael Gaydos, outro artista que veio primariamente da cena independente, e que já assinou vários comics para as grandes editoras americanas, mantendo no entanto primariamente uma actividade como designer e pintor.
Alias é uma série sobre o outro lado da cortina e do palco, sobre o que acontece a um herói quando fica farto, e decide esquecer a parte do “super” do seu nome. É mais thriller e policial do que história de super-heróis.

Autor(es) Nuno Artur SILVA, argumento; António Jorge GONÇALVES, desenho

Editora Asa

Número de Volumes 3 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário «Considerada por muitos como a obra fundadora da BD portuguesa contemporânea.
Se alguns dos nomes anteriores já reflectiam sobre a realidade portuguesa e descreviam com alguma eficiência o seu bas-fond, não havia nada como As Aventuras de Filipe Seems, Detective Privado, aventura ancorada em Lisboa mas que salta para uma dimensão onírica muito ambiciosa em termos plásticos e narrativos, onde as preocupações e as referências literárias são evidentes. É o retrato de uma «Lisboa utópica», como lhe chamou Rui Zink na sua tese de doutoramento, que marcou o imaginário de uma geração e dos autores que ela produziu.» © João Miguel Tavares

Billie_bedeteca_idealAutor(es) Carlos SAMPAYO, argumento; José MUNOZ, desenho

Editora Levoir

Número de Páginas 80p

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário Billie Holiday nasceu em Baltimore em 1915 e morreu em Nova Iorque em 1959, converteu-se numa mítica cantora de Jazz. Ainda hoje é considerada “a voz” que nos comove. Neste livro a história desenrola-se à volta da escrita de uma noticia pedida a um jornalista nova iorquino. Este profissional dos media tenta reconstruir a biografia da artista, procurando para além  dos escândalos públicos na vida da estrela (abusos, droga, violência, álcool, etc) a  verdade junto de quem com ela privou. Muñoz e Sampayo conseguem retratar num fundo de racismo e desgraça o mundo do blues e a ascenção e  queda de uma das maiores representantes da época de ouro do jazz.

(…) Embora José Muñoz tenha sido objecto de exposições no Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em 1994, e nos Festivais de BD da Amadora, Porto, Lisboa e Beja, e de alguns episódios de Alack Sinner terem sido publicados nos jornais Lobo Mau e Diário de Lisboa e nas revistas O Mosquito e Quadrado, Billie Holiday é apenas o segundo livro da dupla publicado em Portugal, depois de Nos Bares, em 2005.

Blacksad AmarilloAutor(es) Juan DÍAZ CANALES, argumento; Juanjo GUARNIDO, desenho

Editora Arcádia

Número de Volumes 1 volume

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário «As aventuras do gato-detective John Blacksad nunca abandonam o registo realista (ao contrário de Canardo) nem se metem por caminhos mitológicos (como as divindades egípcias importadas por Bilal), limitam-se a utilizar o fabulário que pertence ao nosso background cultural e que nos leva a estabelecer ligações entre determinados animais e as suas características. Com este pequeno “truque”, Canales e Guarnido poupam páginas e páginas de descrição comportamental, em favor da economia narrativa – basta um focinho e nós sabemos o que está por trás: lealdade, força, traição, maldade, inteligência. © João Miguel Tavares

Informação bibliográfica Asa, 4 volumes anteriores