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histórica

artedevoarAutor(es) António ALTARRIBA, argumento; KIM, desenho

Editora Levoir

Ano de Publicação 2015

Número de Páginas  208 p

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Nascido em 1910 em Espanha, António Altarriba, pai, atravessará o século XX e as suas horas mais negras, para se suicidar finalmente em 2001. António Altarriba, filho e argumentista deste livro, irá em busca da história dele, para poder contá-la e talvez conseguir perceber as razões do suicídio deste homem de 91 anos que tinha sobrevivido a duas guerras mundiais e a uma guerra civil. Mas mais do que simplesmente biografia gráfica, A Arte de Voar é um panorama brilhante do século 20 espanhol, desde os seus princípios rurais e quase feudais, até à modernidade cinzenta do pós-franquismo. (…) foi também um dos livros que mais êxito granjeou no país vizinho, e que caiu como uma bomba numa Espanha que ainda hoje tenta fazer as pazes entre todas aquelas facções que a dilaceraram ao longo do século 20.

Antonio Altarriba Pai suicidou-se aos 91 anos, um acto que deixou Antonio Altarriba Filho em choque, e perplexo, e que o levou a procurar as razões deste suicídio aparentemente irracional e sem sentido. Descobriu cartas e textos escritos pelo seu pai, e aos poucos foi reconstruindo esta biografia, que se tornou também, de algum modo, autobiografia da sua busca dessa história da Espanha, e de uma ligação ao seu pai. (texto da nota de imprensa)

Informação bibliográfica “sequela ou outra face da moeda”:  “A Asa Quebrada” (Levoir; 2016)

Autor(es) Pierre CHRISTIN, argumento; Enki BILAL, desenho

Editora Meribérica/Liber

Ano de Publicação 1987

Número de Páginas 84 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário Trata-se do álbum que proporcionou o reconhecimento de Bilal junto do grande público. Nesta história um velho revolucionário russo convida os seus camaradas para uma caçada numa casa de campo em pleno Inverno na Polónia. O argumento de uma forma algo premonitória (escrito muito antes da queda do muro de Berlim), desenvolve-se em torno das “ruínas” do bloco soviético.

Autor(es) Pedro MASSANO

Editora Booktree

Número de Volumes 1 volume

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário (…) é impossível permanecer impassível diante da versatilidade e virtuosismo do seu traço. (…) Herdeiro do francês André Juillard, tanto a nível estilístico como no seu interesse pela bd histórica (o que é, aliás, uma antiquíssima tradição da BD portuguesa), e discípulo silencioso da escola Vécu (onde publicou em 2001 o primeiro volume da série Le Deuil Impossible, sobre o mito de D. Sebastião, com argumento de Patrick Lizé), Massano realiza aqui a sua mistura particular, nem sempre muito clara, entre factos históricos e narrativa romanceada, abordando a época e os acontecimentos que precederam a conquista da cidade de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147. Estes dois volumes, que totalizam 108 pranchas, não são ainda suficientes para que se veja a conquista propriamente dita: o segundo tomo, “Por Vontade de Deus”, termina às portas da cidade cercada.
Espera-se, contudo, que não seja necessário esperar mais cinco anos pela conclusão da história. O primeiro volume, editado pelo Montepio Geral, data de 1997 (…) © João Miguel Tavares

Informação Bibliográfica Montepio Geral, 1 volume

Autor(es) Will EISNER

Editora Gradiva

Ano de Publicação 2005

Número de Páginas 148 p.

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário A última obra do mestre Will Eisner (1917-2005) que concluiu no seu último mês de vida, considerando-a a obra mais poderosa de toda a sua carreira. Profundamente perturbado pelo facto de os “Protocolos dos Sábios de Sião” – um alegado plano de domínio mundial escrito por líderes judeus – continuarem a ser publicados e distribuídos em todo o mundo, Eisner esperava que o seu relato gráfico desta injuriosa fraude pudesse alcançar uma audiência muito mais alargada do que a de qualquer obra académica sobre o assunto. Nesta história extraordinária, Eisner leva o leitor numa viagem que tem início na Paris de finais do séc. XIX, onde um agente da polícia secreta russa plagia uma velha obra filosófica francesa, fabricando um documento com o qual se pretendia provar a existência de uma conspiração judaica contra a civilização cristã. Concebido como um esquema anti-semita para desviar as atenções do regime repressivo do czar, o texto dos “Protocolos” foi inicialmente publicado na Rússia em 1905. E o sucesso da falsificação superou em larga medida as ambições propagandísticas dos seus criadores. Mais tarde, enquanto a I Guerra Mundial engolia a Rússia e a maior parte do mundo ocidental numa conflagração mortífera, a mentira tornou-se uma verdade internacionalmente aceite. Nem mesmo o venerável Times, que em 1921 expôs os “Protocolos” como uma grosseira fraude, conseguiu pôr cobro às publicações do panfleto, que em breve se sucediam em dezenas de países.
Apresentando um cortejo de figuras históricas que incluem, entre muitos outros, o czar Nicolau II, Adolf Hitler e Henry Ford, Eisner retrata poderosamente a ascensão do pensamento anti-semita moderno à luz da disseminação dos próprios “Protocolos”. Escritos durante o auge do Caso Dreyfus, que dividiu profundamente a França na viragem do século, os “Protocolos”, como revela Eisner, foram rapidamente adoptados por numerosas organizações, partidos e religiões racistas ou os fundamentalistas islâmicos. Infelizmente, Eisner faleceu antes de poder aferir se a sua obra gráfica teria o efeito correctivo que as anteriores denúncias e relatos não conseguiram ter. A sua esperança era que “A Conspiração” pudesse ajudar «a cravar mais um prego no caixão desta aterradora, vampírica fraude.» A edição inclui uma introdução de Umberto Eco.

Autor(es) Maria João WORM

Editora Bedeteca de Lisboa

Ano de Publicação 1999

Número de Páginas 51 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário (…) mais uma pérola editada pela Bedeteca. Trata-se de “A história”, obra com a qual Maria João Worm venceu o concurso de BD dos Descobrimentos, embora posteriormente a Asa não lhe tenha editado o álbum que correspondia ao prémio. Uma injustiça parcialmente resolvida por esta edição em pequeno formato. Usando um misterioso teatro chinês como pretexto, Worm glosa o tema de um modo onírico profundamente original, captando e interpretando momentos simbólicos, em vez de seguir uma linha narrativa tradicional, com um desenho que espanta em cada página. “A história” representa ainda uma daquelas raras excepções em que um trabalho de ilustração consegue dar origem a uma bd empolgante. © João Ramalho Santos

Autor(es) MARCATTI, argumento e desenho; Eça DE QUEIROZ, autor da obra adaptada

Editora Conrad

Ano de Publicação 2007

Número de Páginas 224 p.

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário «Com uma insuspeita verve satírica, “A Relíquia” é um dos mais importantes romances do escritor português Eça de Queiroz. Realista do final do século XIX, Queiroz foi um dos mais importantes escritores da língua portuguesa, autor de livros como “Os Maias” e “O Crime do Padre Amaro”. Em “A Relíquia” (publicado originalmente no jornal brasileiro “Gazeta de Notícias”, em 1887 – há 120 anos), Queiroz une ironia a um profundo anticlericalismo para criticar o exacerbado catolicismo português.
Teodorico Raposo – ou Raposão, para os íntimos – estudou direito na Universidade de Coimbra, mas passa boa parte do tempo ao lado de sua rica e carola tia Maria do Patrocínio, herdeira da fortuna de seu avô. Titi, como é conhecida, é uma fervorosa beata católica que vive cercada por bajuladores sempre interessados em sua riqueza. O órfão Teodorico vive desde garoto sob os cuidados de sua tia (e constantemente aconselhado pelos amigos dela: “É preciso dizer sempre sim à Titi”), mas leva uma vida dupla: se durante parte do dia passa horas ajoelhado rezando terços com sua tia, à noite volta a ser o libertino Raposão, sempre acompanhado de bons vinhos e belas mulheres.
Sempre tentando provar sua “santidade” à Titi, desconfiada que o rapaz é dado à “relaxações”, Raposo vive enganando sua rigorosa tia, dizendo que noites de diversão na verdade seriam dedicadas à penitência cristã. Quando surge a oportunidade de ir à Terra Santa para cumprir uma peregrinação no lugar de Titi (já em idade avançada), Raposo não hesita e promete trazer de lá uma incrível relíquia religiosa – que, porém, será futuro motivo de discórdia.
Se existe alguém que realmente dá sentido a adjetivos como independente e underground é o quadrinista Marcatti. Publicando desde os 15 anos de idade, aos 18 gastou quase tudo que tinha na compra de uma impressora off-set. Nascia, então, a PRO-C, editora pela qual lançou a maioria de seus trabalhos e também os de vários outros artistas. No ano de 2001, Marcatti completou 25 anos de produção em HQs. Criou e desenhou, nesse período, mais de 1100 páginas de histórias em quadrinhos distribuídas em quase 150 histórias. Em todo esse tempo, Marcatti, uma espécie de Bataille dos quadrinhos, legou ao mundo pérolas do asco e da diversidade sexual levada ao extremo, como Fráuzio, Mijo, Tralha e Glaucomix. Marcatti também contribuiu regularmente com as revistas “Chiclete com Banana” e “Circo”, além de ter desenhado duas capas para a banda Ratos de Porão.

Autor(es) Jacques MARTIN

Editora Asa

Número de Volumes 4 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 10 anos

Comentário Com Alix, Jacques Martin construiu uma obra original e única, verdadeira referência para todos os que apreciam a História da Antiguidade.
O estilo gráfico deve-se à “linha clara” tal como as séries “Tintin” e “Blake e Mortimer”. As suas personagens e intrigas acrescentam-lhe o “suspense” a toda uma fiel recriação histórica.

Informação Bibliográfica Edições 70, 19 volumes (ed. esgotada)