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Ficção Científica

Autor(es) Enki BILAL

Editora Asa

Ano de Publicação 2005

Número de Páginas 176 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário “A feira dos imortais” foi o primeiro volume daquilo que viria a tornar-se a “A Trilogia Nikopol”. Publicado em 1980, era um álbum para ser auto-conclusivo. Em 1986 Bilal (1951; Jugoslávia, actual Sérvia-Montenegro) decidiu de fazer uma sequela “A mulher armadilha”. O ciclo seria concluído com a edição de “Frio-Equador” em 1992.
Ambientadas em Paris, Londres/Berlim e a imaginária cidade Equador City, as peripécias do trio Nikopol/Horus/Jill reflectem a evolução do autor, que começa com uma base de Ficção Científica partindo para alguma experimentação gráfica e narrativa.
Estamos no ano 2023, Paris é governada pelo fascista Jean-Ferdinand Choublanc. Uma nave espacial na forma de uma pirâmide está repleta de deuses egípcios. Nikopol volta Terra depois de 30 anos no espaço. Horus irá ocupar o corpo de Nikopol e inicia-se uma luta de poderes entre os Deuses e o poder instituído…
Recentemente, Bilal, que também é realizador de cinema, adaptou a Trilogia para cinema com o título “Immortel”.

Informação Bibliográfica Meribérica/Liber (3 volumes; edição esgotada)

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Autor(es) Katsuhiro OTOMO

Editora Meribérica/Liber

Número de Volumes 19 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Obra fundamental da banda desenhada japonesa (Manga) criada por Katsuhiro Otomo (1958, Japão) e que impulsionou a curiosidade, o culto e por fim a popularização da bd japonesa em todo mundo.
Akira desenrola-se num cenário de destruição pós apocalíptico em Neo Tóquio no ano de 2030, após a III Guerra Mundial, em que gangues violentos compostos por adolescentes enfrentam a polícia, os quais tentam por sua vez manter em segredo diversas experiências governamentais com crianças possuidoras de poderes divinos ou sobrenaturais.

Autor(es) MOEBIUS

Editora Asa

Ano de Publicação 2003

Número de Páginas 60 p.

Impressão Quatro cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Nesta bd muda, com cores jamais vistas (em bd), o francês Moebius (1938-2012) passa de um traço preciso (característico de obras como as de Manara) a uma quase total ausência de linhas, o que se verifica nos seus trabalhos mais recentes. Combinando técnicas, sintetiza gravura e bd, projectando, sem restrições, as suas visões no papel. Passadas três décadas, permanecem a narrativa e as suas ilustrações com um cunho artístico magistral.

Autor(es) Osamu TEZUKA

Editora Asa

Número de Volumes 3 volumes

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 12 anos

Comentário Astroboy é a maior criação de Osamu Tezuka (1929-1989, Japão), o animador mundialmente conhecido não só por esta série (a primeira série de animação para TV, criada em 1951) como de outras (Kimba, the White Lion).
Astroboy é um robot mas originalmente era um ser humano, um rapaz chamado Toby que morreu tragicamente num acidente de automóvel. Seu pai, o Dr. Boynton, que era um magnífico cientista de robots, decidiu criar um substituto para o seu filho perdido. Mais do que criar um robot normal, ele deu-lhe poderes fantásticos como a super força. Pouco depois, o robot foi separado do Dr. Boynton e vendido a um circo em que o dono o maltratava.

Autor(es) Justin GRAY, argumento; Jimmy PALMIOTTI, argumento; Eliseu GOUVEIA, desenho

Editora Devir

Ano de Publicação 2005

Número de Páginas 72p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Para muitos jovens autores portugueses, um dos maiores sonhos é conseguir fazer carreira no atraente e competitivo mercado norte-americano. E, embora tal não seja fácil, por vezes, esse sonho transforma-se mesmo em realidade. Foi o que aconteceu com o português Eliseu Gouveia, mais conhecido por Zeu que, através de “Cloudburst: Dilúvio Mortal”, viu o seu trabalho publicado pela Image, uma das principais editoras americanas de BD. (…)  Um dos autores seleccionados para representar Portugal no Festival Internacional de BD de Angoulême, em 1998, Eliseu Gouveia (ou Zeu) estreou-se em álbum em 1996, com “Medusa 31”, álbum publicado pela editora Pedranocharco. Mas aquele que era o primeiro álbum de uma trilogia, acabou por ser o único editado, devido à falência da editora, o que levou a que Zeu ocupasse o seu talento principalmente com a ilustração de livros escolares e álbuns institucionais, enquanto ia desenhando “para a gaveta” e aguardando uma oportunidade de publicação.
E essa oportunidade surgiu por intermédio de Jimmy Palmiotti, um dos mais activos autores dos comics americanos, com uma importante carreira como editor, arte-finalista e argumentista, que teve oportunidade de descobrir o trabalho de Zeu em Maio de 2003, no 1º BD Fórum, durante um “Port Folio Showcase”, iniciativa que visava possibilitar aos jovens candidatos a autores que os seus trabalhos fossem vistos e avaliados por profissionais experientes.
(…) Mas, e o livro propriamente dito, que tal é? Concebido inicialmente como um guião para um filme, “Cloudburst” é um “Western Spaguetti espacial”, nas palavras do próprio Jimmy Palmiotti. Uma história de acção, bastante derivativa, que tem a série “Aliens” como referência principal (…), cruzada com uns toques de Western Spaguetti (o misterioso caçador de ophidianos está bastante próximo das personagens interpretadas por Clint Eastwood nos filmes de Sérgio Leone), que se lê bem, mas se esquece a seguir.
Quanto ao trabalho de Zeu, perde naturalmente na comparação com Cristopher Shy, que desenha as primeiras 12 páginas, mas revela-se ainda assim bastante eficaz, sobretudo tendo em conta que o desenhador apenas teve pouco mais de dois meses para desenhar e colorir 50 páginas. Mas tendo em conta o seu à vontade nas cenas de acção e as poses voluptuosas em que coloca Laureen Moore, a heroína da história (…) © João Miguel Lameiras

Autor(es) Victor MESQUITA

Editora Gradiva

Ano de Publicação 2008

Número de Páginas 68 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Trinta anos depois da primeira edição, o autor de banda desenhada Victor Mesquita acaba de reeditar pela Gradiva a obra “Eternus 9 – Um filho do Cosmos”, uma narrativa de ficção científica sobre a condição humana.
A primeira prancha de “Eternus 9” foi publicada em Abril de 1975 na revista Visão, que Victor Mesquita fundou e dirigiu, mas o álbum só seria publicado na íntegra pela editora Meribérica-Liber em 1979.
A história centra-se na viagem cósmica de Eternus 9, um homem que “é ponto de partida e de chegada de todas as coisas”, escolhido pelo telepata do templo de Kairos para procurar uma verdade universal.
Victor Mesquita desenhou uma Lisboa futurista, com um centro de biologia experimental suspenso por cima do Castelo de São Jorge, onde cientistas investigam o comportamento humano e procuram vida inteligente no universo por causa das alterações ao equilíbro ecológico.
Visualmente, o álbum apresenta-se profusamente ilustrado, com um grafismo minucioso e uma estrutura experimental para os parâmetros da banda desenhada convencional, à semelhança do que aconteceu com a BD “Wanya – Escala em Orongo”, de Nelson Dias e Augusto Mota, editada em 1972.
Na nota introdutória à reedição da Gradiva, o jornalista e especialista em BD Carlos Pessoa descreve Victor Mesquita como “um criador visionário”, autor de “uma aventura barroca” que se apresentou como um “grito desafiador” num “pacato pequeno mundo burguês do terceiro quartel do século XX”.
Victor Mesquita nasceu em Lisboa em 1939. Fundou uma empresa de publicidade na África do Sul e publicou originais em várias revistas, entre as quais a Jacto, Cinéfilo, Visão e Selecções BD e mais recentemente, nos anos 1990, no Expresso. Além de “Eternus 9”, Victor Mesquita editou o álbum “Trilogia com Tejo ao fundo”.

Autor(es) Frank MILLER, argumento; Geof DARROW, desenho

Editora Meribérica/Liber

Número de Volumes 2 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário A aposta da Meribérica em “Hard Boiled” terá talvez alguma coisa a ver com o próprio formato “europeu” da obra, a que não será estranho o facto de o desenhador estar radicado em França há alguns anos (…). Marcado pelas suas origens norte-americanas (com destaque para as séries B de fantástico e ficção-científica), e por influências japonesas bem evidentes, seria impossível a este autor cumprir os prazos que esses mercados impõem. Porque ao ver o estilo de desenho de Geof Darrow o leitor rapidamente se apercebe da necessidade de palavras como “perfeccionista”, “maníaco” e “detalhado”.
Em “Hard Boiled” (…) seguimos as aventuras de um simpático pai de família, que, por acaso, é também um “cyborg” assassino ao serviço de uma multinacional (…), e cujo descontrolo vai provocar (várias) hecatombes épicas numa cidade fascinantemente decadente. (…) Darrow obriga o leitor a positivamente “estacionar” frente a sobrecarregadas vinhetas, em busca de mais e mais revelações, de tal modo que a “leitura” é feita de pequenos saltos, dissecações de partes que é difícil encaixar num todo. (…) Frank Miller é um dos mais prestigiados argumentistas dos “comics” americanos (…) tão fascinado como qualquer outro pela meticulosidade de Darrow, a história que construiu foi apenas funcional, uma espécie de carta branca para o virtuosismo do desenhador. Fez bem, até porque, com o perfeccionismo brilhantemente inconsequente do desenho, não haveria muito mais a fazer. (…) © João Ramalho Santos