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Fantástico

Autor(es) Steve NILES, argumento; Ben TEMPLESMITH, desenho

Editora Devir

Ano de Publicação 2003

Número de Páginas 88 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Steve Niles, colaborador habitual de Todd McFarlane, parte de uma premissa simples, mas genial, para criar uma história que, como refere Clive Barker, na introdução, “possui muita da energia primitiva e até mesmo brutal de um bom e velho filme de terror. Curto, grosso e implacável, mas no fundo bastante simples e fluído, com uma narrativa que começa com passo acelerado sem nunca esmorecer.”
A tal ideia genial, digna dos melhores episódios da série “Twilight Zone” consistiu em mandar um bando de vampiros para uma aldeia perdida no Alasca, aproveitando o período em que o sol está 30 dias sem nascer, para chacinar os seus habitantes, tendo como única oposição o xerife local e a mulher. E, embora o final da história acabe por desiludir um pouco, não estando à altura do estimulante ponto de partida, a verdade é que o livro funciona muito bem, graças à adequação perfeita entre a história e a arte “atmosférica” de Ben Templesmith que, apesar das notórias influências de Ashley Wood, realiza aqui um excelente trabalho, começando logo pela magnífica capa.
Como seria de esperar, o sucesso fulgurante de “30 Dias de Noite”, cujos direitos cinematográficos já foram adquiridos por Sam Raimi (o realizador do Homem-Aranha), levou já a criação de uma sequela (…). © João Miguel Lameiras

Informação Bibliográfica Sequelas: “Dias Sombrios” (Devir; 2004) e “Regresso a Barrow” (Devir; 2005)

Autor(es) SFAR, argumento; Emmanuel GUIBERT, desenho

Editora Witloof

Ano de Publicação 2003

Número de Páginas 62 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 12 anos

Comentário Pode-se ser uma múmia e estar terrivelmente embalado. Sobretudo quando se encontra a charmosa filha do egiptólogo que descobriu a múmia. Mas como pedir a mão a Miss Liliane quando a perdemos em Inglaterra no fim do século XIX. E sobretudo quando se está declarado morto à mais de três mil anos? Mesmo escondendo o seu doloroso segredo dentro do sarcófago, Imhotep IV, prícipe do Egipto, está pronto para enfrentar tudo e todos a fim de fugir com a sua bem amada e deixar as docas mal afamadas de Londres para rumar às margens ensolaradas do Nilo…

Autor(es) David SOARES

Editora Círculo de Abuso

Ano de Publicação 2003

Número de Páginas 120 p.

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário «As referências de David Soares enquanto criador são explícitas e confessas (de Alan Moore a Clive Barker), e, se a matriz de “A última grande sala de cinema” revela essa filiação, mostra que Soares também faz caminho próprio ao caminhar. O livro é uma meditação sobre aquilo que se oculta logo abaixo da “normalidade”, usando como mote a escuridão barroca de uma monumental sala de cinema, última sobrevivente de “Shoppings” e “Multiplexes”. O cinema enquanto ritual, que revela e oculta na sua escurião onanista, e em torno do qual rodam monstros, deuses, espectros, e um protagonista à procura daquilo que encontra». © João Ramalho Santos

Autor(es) Benoit PEETERS, argumento; François SCHUITEN, desenho

Editora Asa

Número de Volumes 2 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Cada álbum desta série atípica está situado numa diferente cidade imaginária. Ao longo dos títulos uma enorme utopia se elabora. A de um mundo paralelo ao nosso, que por vezes nos parece semelhante e outras vezes diferente. Herdeiros de Júlio Verne e de Jorge Luís Borges, Schuiten e Peeters confrontam o homem com os seus sonhos mais desmesurados, interrogando notavelmente as relações entre urbanismo e política, numas das obras europeias mais aplaudidas.
Em Portugal João Ramalho Santos e João Miguel Lameiras dedicaram um ensaio à série com o livro “As cidade visíveis”.

Informação Bibliográfica Edições 70, 2 volumes (ed. esgotada); Meribérica/Liber, 6 volumes (ed. esgotada); Witloof. 2 volumes (ed. esgotada)

Autor(es) Craig RUSSEL, argumento e desenho; Oscar WILDE, autor da obra adaptada

Editora Meribérica/Liber

Número de Volumes 2 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 8 anos

Comentário Um dos mais reconhecidos autores norte-americanos, veterano na bd com uma carreira com mais de 30 anos sobretudo dedicada às adaptações de peças de ópera e aventuras no domínio da Fantasia.
Trabalha a adaptação dos famosos contos de fadas de Oscar Wilde há mais de 10 anos.

Death_Note_06_Toma_Lá_Dá_CáAutor(es) Tsugumi OHBA, argumento; Takeshi OBATA, desenho

Editora Devir

Número de Volumes 12 volumes

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável  partir dos 14 anos

Comentário O enredo desta série é em volta da descoberta de uma caderno que ao ser escrito um nome de uma pessoa, essa acaba por morrer.

É actualmente a “Mangá” mais vendida no mundo, com um mórbido culto à sua volta. Resta dizer que na vida real,  há quem compre ”cadernos de morte” (mershandising) da série – para objectivos suspeitos, no mínimo…

Autor(es) Lorenzo MATTOTTI, argumento e desenho; Jerry KRAMSKY, argumento; Robert L. STEVENSON, autor da obra adaptada

Editora Devir; Witloof

Ano de Publicação 2002

Número de Páginas 64 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário Nenhum outro autor de bd está tão próximo da pintura quanto este italiano, uma das maiores referências da Nona Arte contemporânea.
Esta obra trata-se de uma adaptação do clássico de Robert L. Stevenson, elaborado em parceria com o seu colaborador habitual, Fabrizio Ostani, aliás Jerry Kramsky. Eis o mal a emergir numa explosão de cores quentes.
Em Doutor Jekyll & Mister Hyde, Mattotti está no seu meio. Numa história que assenta como uma luva ao expressionismo alemão dos anos 20, com o doutor Jekyll a desdobrar a sua personalidade e a acabar refém da metade maligna que há em si, onde Bacon é uma referência evidente, o autor italiano aproveita para explorar a esquizofrenia através da magia dos seus quadros-vinhetas. A um passo da pintura, a um dedo da BD. © João Miguel Tavares