V de Vingança

v_de_vingancaAutor(es) Alan MOORE, argumento; David LLOYD, desenho

Editora Levoir

Ano de Publicação 2016

Número de Páginas 288 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário Alan Moore, um dos melhores escritores de bd, e o desenhador David Lloyd criaram esta série entre 81 e 88, sobre a podridão do “mundo moderno” e sua organização política e social. Ao princípio, a crítica de Moore voltava-se quase que exclusivamente ao governo de Thatcher e aos Conservadores.
Passada em 1998, V de Vingança, mostra uma Inglaterra, muito parecida com o mundo de hoje: as pessoas não têm mais liberdade, sendo vigiadas o tempo todo pelo governo, a política é, mais do que nunca autoritária e a miséria, a ignorância e o caos reinam. Quase um retrato do mundo que conhecemos, excepto pelo facto de que na série, a Inglaterra passa por um “inverno nuclear” causado por uma guerra que devastou parte do planeta.
Evey é uma garota de 16 anos que tem de se prostituir para sobreviver. Ela, no entanto, é apanhada por “Agentes Morais”, que têm poder de decidir o que fazer com quem comete este crime contra os bons costumes. Evey, no entanto, tem a sorte de ser salva por V, a única pessoa que parece se importar com o que acontece. V, que vive num lugar secreto e que, ao contrário do resto da população, tem a sua disposição livros, discos e todo um acervo cultural, luta sozinho contra o governo fascista que domina a Inglaterra. A sua façanha pública é explodir o Parlamento, um facto que já havia sido tentado por Guy Fawkes em 1605, mas frustrado pelo rei James I, que o torturou até à morte em frente ao prédio.
É a partir daí que Alan Moore desenvolve a história e as acções de V, que depois disso mata os chefes do governo conhecidos por “a mão”, “o ouvido”, “o olho”, “o nariz” e “a cabeça”, um paradigma em relação às suas funções. V adopta Evey e dá-lhe a conhecer obras de Shakespeare, William Blake, Billie Holliday e Rolling Stones, ícones que, sempre que possível, Moore faz questão de citar, dando um espectáculo de narrativa, percepção linguística e de inteligência, tornando a obra hipnótica e libertadora, fazendo com que a experiência de lê-la seja uma catarse como poucas obras podem causar.

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