Cloudburst : Dilúvio Mortal

Autor(es) Justin GRAY, argumento; Jimmy PALMIOTTI, argumento; Eliseu GOUVEIA, desenho

Editora Devir

Ano de Publicação 2005

Número de Páginas 72p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário Para muitos jovens autores portugueses, um dos maiores sonhos é conseguir fazer carreira no atraente e competitivo mercado norte-americano. E, embora tal não seja fácil, por vezes, esse sonho transforma-se mesmo em realidade. Foi o que aconteceu com o português Eliseu Gouveia, mais conhecido por Zeu que, através de “Cloudburst: Dilúvio Mortal”, viu o seu trabalho publicado pela Image, uma das principais editoras americanas de BD. (…)  Um dos autores seleccionados para representar Portugal no Festival Internacional de BD de Angoulême, em 1998, Eliseu Gouveia (ou Zeu) estreou-se em álbum em 1996, com “Medusa 31”, álbum publicado pela editora Pedranocharco. Mas aquele que era o primeiro álbum de uma trilogia, acabou por ser o único editado, devido à falência da editora, o que levou a que Zeu ocupasse o seu talento principalmente com a ilustração de livros escolares e álbuns institucionais, enquanto ia desenhando “para a gaveta” e aguardando uma oportunidade de publicação.
E essa oportunidade surgiu por intermédio de Jimmy Palmiotti, um dos mais activos autores dos comics americanos, com uma importante carreira como editor, arte-finalista e argumentista, que teve oportunidade de descobrir o trabalho de Zeu em Maio de 2003, no 1º BD Fórum, durante um “Port Folio Showcase”, iniciativa que visava possibilitar aos jovens candidatos a autores que os seus trabalhos fossem vistos e avaliados por profissionais experientes.
(…) Mas, e o livro propriamente dito, que tal é? Concebido inicialmente como um guião para um filme, “Cloudburst” é um “Western Spaguetti espacial”, nas palavras do próprio Jimmy Palmiotti. Uma história de acção, bastante derivativa, que tem a série “Aliens” como referência principal (…), cruzada com uns toques de Western Spaguetti (o misterioso caçador de ophidianos está bastante próximo das personagens interpretadas por Clint Eastwood nos filmes de Sérgio Leone), que se lê bem, mas se esquece a seguir.
Quanto ao trabalho de Zeu, perde naturalmente na comparação com Cristopher Shy, que desenha as primeiras 12 páginas, mas revela-se ainda assim bastante eficaz, sobretudo tendo em conta que o desenhador apenas teve pouco mais de dois meses para desenhar e colorir 50 páginas. Mas tendo em conta o seu à vontade nas cenas de acção e as poses voluptuosas em que coloca Laureen Moore, a heroína da história (…) © João Miguel Lameiras

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: