O Principezinho

Autor(es) Joann Sfar, argumento e desenho; Antoine de SAINT-EXUPERY, autor da obra adaptada

Editora Presença

Ano de Publicação 2008

Número de Páginas 112 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 6 anos

Comentário (…) Publicado originalmente em 1943, nos Estados Unidos, onde o seu autor estava exilado, o livro de Antoine de Saint-Exupery é a obra em língua francesa mais vendida em todo o mundo, com mais de 80 milhões de exemplares distribuidos por 500 edições, tendo sido já traduzida em mais de 160 línguas, incluíndo naturalmente o português.
Mas só em 2008 “O Principezinho” teve finalmente direito a uma adaptação em Banda Desenhada, que a Editorial Presença, editora também do romance original, lançou em Portugal neste último Natal, estreando-se assim na edição de BD, com esta arriscada revisitação do clássico feita pelo prolífico Joann Sfar.
Autor extraordinariamente produtivo, mantendo sempre altos níveis de qualidade, Sfar faz parte, com Trondheim, Guibert e David B, de um grupo de criadores nascidos à sombra da editora independente L’Association, a quem as grandes editoras rapidamente abriram as portas, permitindo outra exposição para os seus trabalhos. Com obras publicadas na Dargaud, Dupuis, Delcourt e Gallimard (onde saiu a edição francesa deste Principezinho e onde dirige uma colecção) a vastíssima bibliografia de Sfar contempla mais de cem títulos (…)
Convidado pelos herdeiros de Saint-Exupery para fazer esta adaptação, Sfar tinha consciência do risco que corria, até porque toda a gente tem bem presente os desenhos de Saint-Exupery que acompanham o livro e que criam a imagem do Principezinho. Era essa imagem imediatamente reconhecível, que Sfar tinha que ter em conta ao desenhar a sua história, procurando reinterpretá-la, o que no caso da personagem do Principezinho é conseguido dando-lhe uns grandes olhos azuis, que são os de um dos filhos de Sfar, mas que remetem também para a BD japonesa.
Mantendo quase intacto o texto original, Sfar, nas suas próprias palavras, optou por: “dar uma menor importância às viagens aos diferentes planetas, valorizando a melâncolia do deserto onde se encontram o miudo e o avião”. Mas, a principal diferença entre o livro e a BD, é o destaque dado ao próprio Saint-Exupery, que, segundo Sfar: “é a rosa ausente do bouquet do Principezinho”. Um aspecto que aproxima este livro de “O Último Voo”, de Hugo Pratt, obra do criador de Corto Maltese sobre a morte de Saint-Exupery, desaparecido com o seu avião no Mediterrâneo, em Julho de 1944.
Ou seja, respeitando a obra original, Sfar consegue reinventá-la, integrando-a no seu próprio universo criativo, com resultados que, não sendo geniais, são bastante interessantes. Algo nada simples, que só está ao alcance dos grandes criadores, coisa que Joann Sfar incontestavelmente é. © João Miguel Lameiras

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