A Relíquia

Autor(es) MARCATTI, argumento e desenho; Eça DE QUEIROZ, autor da obra adaptada

Editora Conrad

Ano de Publicação 2007

Número de Páginas 224 p.

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário «Com uma insuspeita verve satírica, “A Relíquia” é um dos mais importantes romances do escritor português Eça de Queiroz. Realista do final do século XIX, Queiroz foi um dos mais importantes escritores da língua portuguesa, autor de livros como “Os Maias” e “O Crime do Padre Amaro”. Em “A Relíquia” (publicado originalmente no jornal brasileiro “Gazeta de Notícias”, em 1887 – há 120 anos), Queiroz une ironia a um profundo anticlericalismo para criticar o exacerbado catolicismo português.
Teodorico Raposo – ou Raposão, para os íntimos – estudou direito na Universidade de Coimbra, mas passa boa parte do tempo ao lado de sua rica e carola tia Maria do Patrocínio, herdeira da fortuna de seu avô. Titi, como é conhecida, é uma fervorosa beata católica que vive cercada por bajuladores sempre interessados em sua riqueza. O órfão Teodorico vive desde garoto sob os cuidados de sua tia (e constantemente aconselhado pelos amigos dela: “É preciso dizer sempre sim à Titi”), mas leva uma vida dupla: se durante parte do dia passa horas ajoelhado rezando terços com sua tia, à noite volta a ser o libertino Raposão, sempre acompanhado de bons vinhos e belas mulheres.
Sempre tentando provar sua “santidade” à Titi, desconfiada que o rapaz é dado à “relaxações”, Raposo vive enganando sua rigorosa tia, dizendo que noites de diversão na verdade seriam dedicadas à penitência cristã. Quando surge a oportunidade de ir à Terra Santa para cumprir uma peregrinação no lugar de Titi (já em idade avançada), Raposo não hesita e promete trazer de lá uma incrível relíquia religiosa – que, porém, será futuro motivo de discórdia.
Se existe alguém que realmente dá sentido a adjetivos como independente e underground é o quadrinista Marcatti. Publicando desde os 15 anos de idade, aos 18 gastou quase tudo que tinha na compra de uma impressora off-set. Nascia, então, a PRO-C, editora pela qual lançou a maioria de seus trabalhos e também os de vários outros artistas. No ano de 2001, Marcatti completou 25 anos de produção em HQs. Criou e desenhou, nesse período, mais de 1100 páginas de histórias em quadrinhos distribuídas em quase 150 histórias. Em todo esse tempo, Marcatti, uma espécie de Bataille dos quadrinhos, legou ao mundo pérolas do asco e da diversidade sexual levada ao extremo, como Fráuzio, Mijo, Tralha e Glaucomix. Marcatti também contribuiu regularmente com as revistas “Chiclete com Banana” e “Circo”, além de ter desenhado duas capas para a banda Ratos de Porão.

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