Les Bandes dessinées de Rodolphe Töpffer

Autor(es) Rodolphe TÖPFFER

Editora Le Seuil

Número de Volumes 3 volumes

Impressão Preto e Branco

Faixa Etária Recomendável A partir dos 14 anos

Comentário O genovês Rodolphe Töpffer (1799-1846), empurrado da pintura por uma doença ocular grave para o ensino, a escrita e a caricatura, publica, entre 1833 e 1846, sete álbuns em formato oblongo (M. Jabot, M. Crépin, M. Vieux Bois, M. Pencil, Docteur Festus, Histoire d’Albert e M. Cryptograme), que serão, depois, traduzidos e divulgados um pouco por toda a Europa estabelecendo um padrão de narrativa gráfica:
em composições elegantes de ritmo variável sucedem-se imagens a traço simples, mas expressivo, divididas apenas por uma linha fina, que recolhe ainda em caixa, por baixo, o texto desenhado. Deu-lhe nome, aliás bastante genérico, de literatura em estampas e explicou-o, numa nota sobre o primeiro livro: «Ce petit livre est d’une nature mixte. Il se compose d’une série de dessins autographiés au trait. Chacun de ses dessins est accompagné d’une ou deux lignes de texte. Les dessins, sans ce texte, n’auraient qu’une signification obscure; le texte, sans les dessins, ne signifierait rien. Le tout ensemble forme une sorte de roman d’autant plus original, qu’il ne rassemble pas mieux à un roman qu’à autre chose.»
Töpffer usava os pequenos álbuns para divertir os seus alunos até que enviou por mão amiga um exemplar manuscrito a Goethe, o qual se tornou, em resposta, o primeiro crítico de bd e o incentivou à publicação ainda que para um público adulto. Outra característica além da qualidade fez destes primeiros passos outro início assaz promissor: possuindo plena noção de que explorava território virgem, produziu importantes reflexões, por exemplo no pequeno volume de grande interesse, Essai de physiognomonie, ultrapassando em muito o título que anuncia curiosidade em voga. Além do elogio poético da arte nascente, teoriza em torno de aspectos técnicos como o lugar central da personagem nas narrativas visuais, como fio condutor e elemento fundamental na criação de uma totalidade orgânica, o que justificará esse argumento nas discussões sobre o que é ou não banda desenhada. Foi mesmo capaz de lhe prognosticar altos voos. «Il est certain que le genre est susceptible de donner des livres, des drames, des poèmes tout comme un autre, à quelques égards mieux qu’un autre…» © João Paulo Cotrim

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