Diário Rasgado : 2007/12

Autor(es) Marco MENDES

Editora Mundo Fantasma, Turbina

Ano de Publicação 2012

Número de Páginas 84 p.

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário Segundo livro que compila as BDs autobiográficas do autor, Marco Mendes (1978, Coimbra) que «desde 2004 têm se afirmado como autor de bd’s “pedaços-da-vida” registadas como autobiografia e desenhadas de forma suja e urgente, ao contrário do que as suas participações na antologia Mutate & Survive (Chili Com Carne; 2001) e na revista Quadrado (Bedeteca de Lisboa; 2003) apontavam. (…) em 2004 (…) Marco junta-se a Miguel Carneiro e outros artistas para criarem o colectivo Os Gajos da Mula (no Porto) e desatam a editar zines com títulos escabrosos (…) As bd’s que publica em todos estes títulos parecem “inacabadas” – ou seja, estão “ainda” a lápis, não foram passadas a “limpo” (ou a preto), algumas pranchas até tem algum ensaio de cor. A perícia técnica “naturalista” a que a maior parte da bd está associada está lá mas parece que estamos antes a ver esboços do que um “produto final” até porque os textos estão cheios de palavras riscadas ou saem dos limites dos balões ou das caixas. A urgência de puxar a realidade para uma folha de papel ultrapassa os formalismos e convenções de escrita e do desenho que habitualmente estamos habituados a ver/ler na bd. O que é necessário é colocar o amigo Janus, por exemplo, entre outras pessoas reais a falarem banalidades – e de preferência embriagados. (…)

Em Portugal existe “bd de autor” desde 1975 com a revista Visão mas são poucos as obras que digam o que “é Portugal” na bd. Na Visão apareceram alguns contos sobre o Ultramar, aqui e ali pode-se encontrar algumas aproximações biográficas (mais “realistas”? mais “intimistas”?) da sociedade portuguesa pós-25 de Abril – Relvas, Luís Félix, Diniz Conefrey, Ana Cortesão, Janus e até Arlindo Fagundes poderão estar nesta mini-lista que tem origens em Raphael Bordalo Pinheiro e ruptura em Carlos Botelho.
Daqui umas décadas os Historiadores ainda irão pensar que a bd é um produto infantil porque terão dificuldades em encontrar obras que lhes digam o que raios os portugueses sentiam, faziam ou que paisagem lhes rodeava desde 1950 (ano que Botelho deixa de fazer os “Ecos da Semana”), no máximo poderão saber que havia boémia e uma cena artística no Porto ou empregos miseráveis em Portugal!» © Marcos Farrajota

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