Bouncer

Autor(es) Alexandro JODOROWSKY, argumento; François BOUCQ, desenho

Editora Asa

Número de Volumes 6 volumes

Impressão Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável A partir dos 16 anos

Comentário «Jodorowsky e Boucq aventuram-se pela mitologia americana. “Bouncer” é a nova e surpreendente série da dupla. Embora o western seja um género que ligamos de imediato à América e ao cinema de John Ford ou Howard Hawks, a verdade é que, se nos cingirmos à bd, deparamo-nos com um aparente paradoxo: desde a segunda metade do século XX que a mitologia do oeste é muito melhor retratada na Europa do que nos Estados Unidos (…) Bouncer é um novo western – o último western – a cair nas estantes das livrarias não será propriamente uma novidade, mas esta série, que se inicia com o álbum Un Diamant Pour L’Au-Delà, é uma excepção. E é uma excepção essencialmente porque os seus autores, embora façam parte da galeria de notáveis da escola franco-belga, estão a entrar num território que para ambos era, até ao momento, virgem.
Não deixa de ter graça, pois, que um visionário como Jodorowsky, que desde os anos 60 é conhecido pelas séries futuristas, depois assinadas com Moebius (John Difool/O Incal), Juan Gimenez (A Casta dos Metabarões) ou Fred Beltran (Megalex), chegue à provecta idade dos 70 para se deixar cair nos braços do western. Como se isso não bastasse, foi buscar Boucq para trabalhar consigo, com o qual já havia colaborado em Face de Lua, mas que também nunca se havia propriamente aventurado no género, apesar da reconhecida versatilidade do traço.
Qual é o resultado? Tratando-se de uma série que promete continuação, ainda será um pouco cedo para dizer, mas o investimento impressiona, desde logo, pela violência: não estamos diante do romantismo heróico de John Ford mas da violência sanguinária de Sam Peckinpah. O primeiro volume narra, em flashback, a história de uma família disfuncional, liderada por uma mulher que arranjou três filhos na prostituição e se dedica ao roubo de comboios. É assim que obtém um enorme diamante, capaz de despertar a cobiça dos rebentos, e que irá marcar o fim do agregado, iniciando um rasto de sangue que atravessa anos e gerações. Bouncer tem os choques familiares e as amputações tão caras a Jodorowsky (veja-se a saga dos Metabarões), temperados pelo excelente traço de Boucq, que rasga as pranchas com vinhetas scope. Um encontro de talentos, a seguir com a maior atenção.» © 2001 Diário de Notícias

Informações bibliográficas : sexto volume é duplo (inclui os volumes 6 e 7 da edição francesa)

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